1 Samuel 24:3
“E chegou a uns curraes de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou n'ella Saul, a cobrir seus pés: e David e os seus homens estavam aos lados da caverna.”
1 Samuel 24:3 — João Ferreira de Almeida
Verse 3 of 22 in 1 Samuel chapter 24 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
1 Samuel 24 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
E succedeu que, voltando de perseguir os philisteos, lhe annunciaram, dizendo: Eis que está no deserto de . Então tomou tres mil homens, escolhidos d'entre todo o , e foi á busca de e dos seus homens, até sobre os cumes das penhas das cabras montezes. E chegou a uns curraes de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou n'ella , a cobrir seus pés: e e os seus homens estavam aos lados da caverna. Então os homens de lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-has como te parecer bem aos teus olhos. E levantou-se , e mansamente cortou a orla do manto de . Succedeu, porém, que depois o coração picou a , por ter cortado a orla do manto de . E disse aos seus homens: O me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do , estendendo eu a minha mão contra elle; pois é o ungido do . E com estas palavras conteve os seus homens, e não lhes permittiu que se levantassem contra : e se levantou da caverna, e proseguiu o seu caminho. Depois tambem se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detraz de , dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando para traz, se inclinou com o rosto em terra, e se prostrou. E disse a : Porque dás tu ouvidos ás palavras dos homens que dizem: Eis que procura o teu mal? Eis que este dia os teus olhos viram, que o hoje te poz em minhas mãos n'esta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou: porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do . Olha pois, meu pae, vês aqui a orla do teu manto na minha mão; porque, cortando-te eu a orla do manto, te não matei. Adverte, pois, e vê que não ha na minha mão nem mal nem prevaricação nenhuma, e não pequei contra ti; porém tu andas á caça da minha vida, para m'a tirar. Julgue o entre mim e ti, e vingue-me o de ti; porém a minha mão não será contra ti. Como diz o proverbio dos antigos: Dos impios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti. Após quem saiu o rei de ? a quem persegues? a um cão morto? a uma pulga? O porém será juiz, e julgará entre mim e ti, e verá, e advogará a minha causa, e me defenderá da tua mão. E succedeu que, acabando de fallar a todas estas palavras, disse : É esta a tua voz, meu filho ? Então alçou a sua voz e chorou. E disse a : Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te recompensei com mal. E tu mostraste hoje que usaste comigo bem; pois o me tinha posto em tuas mãos, e tu me não mataste. Porque, quem ha que, encontrando o seu inimigo, o deixaria ir por bom caminho? o pois te pague com bem, pelo que hoje me fizeste. Agora pois eis que bem sei que certamente has de reinar, e que o reino de ha de ser firme na tua mão. Portanto agora jura-me pelo que não desarreigarás a minha semente depois de mim, nem desfarás o meu nome da casa de meu pae. Então jurou a . E foi para a sua casa; porém e os seus homens subiram ao logar forte.