Job 38:29
“De cujo ventre procede o gelo? e quem gera a geada do céu?”
Job 38:29 — João Ferreira de Almeida
Verse 29 of 41 in Job chapter 38 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
Job 38 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
Depois d'isto o respondeu a d'um redemoinho, e disse: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-hei, e tu me ensina. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? faze-m'o saber, se tens intelligencia. Quem lhe poz as medidas? se tu o sabes; ou quem estendeu sobre ella o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases? ou quem assentou a sua pedra da esquina, Quando as estrellas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando trasbordou e saiu da madre; Quando eu puz as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por envolvedouro? Quando passei sobre elle o meu decreto, e lhe puz portas e ferrolhos; E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empolladas? Ou desde os teus dias déste ordem á madrugada? ou mostraste á alva o seu logar; Para que pegasse dos fins da terra, e os impios fossem sacudidos d'ella; E se transformasse como o barro, sob o sello, e se pozessem como vestidos; E dos impios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante; Ou entraste tu até ás origens do mar? ou passeaste no mais profundo do abysmo? Ou descobriram-se-te as portas da morte? ou viste as portas da sombra da morte? Ou com o teu entendimento chegaste ás larguras da terra? faze-m'o saber, se sabes tudo isto. Onde está o caminho para onde mora a luz? e, quanto ás trevas, onde está o seu logar; Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? Acaso tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o numero dos teus dias? Ou entraste tu até aos thesouros da neve? e viste os thesouros da saraiva, Que eu retenho até do tempo da angustia, até ao dia da peleja e da guerra? Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra? Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relampagos dos trovões; Para chover sobre a terra, onde não ha ninguem, e no deserto, em que não ha gente; Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da herva? A chuva porventura tem pae? ou quem géra as gottas do orvalho, De cujo ventre procede o gelo? e quem gera a geada do céu? Como debaixo de pedra as aguas se escondem: e a superficie do abysmo se coalha. Ou poderás tu ajuntar as delicias das sete estrellas, ou soltar os atilhos do ? Ou produzir as constellações a seu tempo? e guiar a com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus? ou podes dispor do dominio d'elles sobre a terra? Ou podes levantar a tua voz até ás nuvens, para que a abundancia das aguas te cubra? Ou enviarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? Quem poz a sabedoria nas entranhas? ou quem deu ao sentido o entendimento? Quem numerará as nuvens pela sabedoria? ou os odres dos céus, quem os abaixará, Quando se funde o pó n'uma massa, e se apegam os torrões uns aos outros? Porventura caçarás tu preza para a leôa? ou fartaras a fome dos filhos dos leões, Quando se agacham nos covis, e estão á espreita nas covas? Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a e andam vagueando, por não terem de comer?