2 Kings 4:14
“Então disse elle: Que se ha de fazer pois por ella? E Geazi disse: Ora ella não tem filho, e seu marido é velho.”
2 Kings 4:14 — João Ferreira de Almeida
Verse 14 of 44 in 2 Kings chapter 4 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
2 Kings 4 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
E uma mulher das mulheres dos filhos dos prophetas, clamou a , dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao ; e veiu o credor, a levar-me os meus dois filhos para serem servos. E lhe disse: Que te hei de eu fazer? declara-me que é o que tens em casa. E ella disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija d'azeite. Então disse elle: Vae, pede para ti vasos emprestados, a todos os teus visinhos, vasos vasios, não poucos. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aquelles vasos, e põe á parte o que estiver cheio. Partiu pois d'elle, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e elles lhe traziam os vasos, e ella os enchia. E succedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém elle lhe disse: Não ha mais vaso nenhum. Então o azeite parou. Então veiu ella, e o fez saber ao homem de ; e disse elle: Vae, vende o azeite, e paga a tua divida; e tu e teus filhos vivei do resto. Succedeu tambem um dia que, indo a , havia ali uma mulher grave, a qual o reteve a comer pão: e succedeu que todas as vezes que passava para ali se retirava a comer pão. E ella disse a seu marido: Eis que tenho observado, que este que sempre passa por nós é um sancto homem de . Faç-lhe pois um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, e uma mesa, e uma cadeira e um candieiro: e ha de ser que, vindo elle a nós, para ali se retirará. E succedeu um dia que veiu ali, e retirou-se áquelle quarto, e se deitou ali. Então disse ao seu moço : Chama esta sunamita. E chamando-a elle, ella se poz diante d'elle. Porque lhe tinha dito: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o disvelo; que se ha de fazer por ti? haverá alguma coisa de que se falle por ti ao rei, ou ao chefe do exercito? E dissera ella: Eu habito no meio do meu povo. Então disse elle: Que se ha de fazer pois por ella? E disse: Ora ella não tem filho, e seu marido é velho. Pelo que disse elle: Chama-a. E, chamando-a elle, ella se poz á porta. E elle disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ella: Não, meu senhor, homem de , não mintas á tua serva. E concebeu a mulher, e pariu um filho, ao tal tempo determinado, segundo o tempo da vida que lhe dissera. E, crescendo o filho, succedeu que um dia saiu para seu pae que estava com os segadores. E disse a seu pae: , a minha cabeça! , a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o a sua mãe E elle o tomou, e o levou a sua mãe: e esteve sobre os seus joelhos até ao meio dia, e morreu. E subiu ella, e o deitou sobre a cama do homem de ; e fechou sobre elle a porta, e saiu. E chamou a seu marido, e disse: Manda-me já um dos moços, e uma das jumentas, para que corra ao homem de , e para que volte. E disse elle: Porque vaes a elle hoje? não é lua nova nem sabbado. E ella disse: Tudo vae bem. Então albardou a jumenta, e disse ao seu moço: Guia e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu t'o disser. Partiu ella pois e veiu ao homem de , ao monte : e succedeu que, vendo-a o homem de de longe, disse a , seu moço: Eis ahi a sunamita. Agora pois corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vae bem comtigo? vae bem com teu marido? Vae bem com teu filho? E ella disse: Vae bem. Chegando ella pois ao homem de , ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou para empuxal-a: disse porém o homem de : Deixa-a, porque a sua alma n'ella está triste de amargura, e o m'o encobriu, e não m'o manifestou. E disse ella: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? E elle disse a : Cinge os teus lombos, e toma o meu bordão na tua mão, e vae; se encontrares alguem, não o saudes; e se alguem te saudar, não lhe respondas: e põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Vive o , e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então elle se levantou, e a seguiu. E passou diante d'elles, e poz o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia n'elle voz nem sentido: e voltou a encontrar-se com elle, e lhe trouxe aviso, dizendo: Não despertou o menino. E, chegando áquella casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então entrou elle, e fechou a porta sobre elles ambos, e orou ao . E subiu, e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua bocca sobre a bocca d'elle, e os seus olhos sobre os olhos d'elle, e as suas mãos sobre as mãos d'elle, se estendeu sobre elle: e a carne do menino aqueceu. Depois voltou, e passeou n'aquella casa d'uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre elle; então o menino espirrou sete vezes, e o menino abriu os olhos. Então chamou a , e disse: Chama esta sunamita. E chamou-a, e veiu a elle. E disse elle: Toma o teu filho. E veiu ella, e se prostrou a seus pés, e se inclinou á terra; e tomou o seu filho, e saiu. E, voltando a , havia fome n'aquella terra, e os filhos dos prophetas estavam assentados na sua presença: e disse ao seu moço: Põe a panella grande ao lume, e faze um caldo de hervas para os filhos dos prophetas. Então um saiu ao campo a apanhar hervas, e achou uma parra brava, e colheu d'ella a sua capa cheia de coloquintidas: e veiu, e as cortou na panella do caldo; porque as não conheciam. Assim tiraram de comer para os homens. E succedeu que, comendo elles d'aquelle caldo, clamaram e disseram: Homem de , ha morte na panella. Não poderam comer. Porém elle disse: Trazei pois farinha. E deitou-a na panella, e disse: Tirae de comer para o povo. Então não havia mal nenhum na panella. E um homem veiu de -salisha, e trouxe ao homem de pães das primicias, vinte pães de cevada, e espigas verdes na sua palha, e disse: Dá ao povo, para que coma. Porém seu servo disse: Como hei de eu pôr isto diante de cem homens? E disse elle: Dá-o ao povo, para que coma; porque assim diz o : Comer-se-ha, e sobejará. Então lh'os poz diante, e comeram, e deixaram sobejos, conforme a palavra do .