2 Samuel 18:32

“Então disse o rei a Cusi: Vae bem com o mancebo, com Absalão? E disse Cusi: Sejam como aquelle mancebo os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para mal.”

2 Samuel 18:32 — João Ferreira de Almeida

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2 Samuel 18 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

E contou o povo que tinha comsigo, e poz sobre elles capitães de cento. E enviou o povo, um terço debaixo da mão de , e outro terço debaixo da mão de , filho de , irmão de , e outro terço debaixo da mão de , o getheo; e disse o rei ao povo: Eu tambem juntamente sairei comvosco. Porém o povo disse: Não sairás, porque, se formos obrigados a fugir, não porão o coração em nós; e, ainda que metade de nós morra, não porão o coração em nós, porque ainda, taes como nós somos, ajuntarás dez mil: melhor será pois que da cidade nos sirvas de soccorro. Então lhes disse: O que bem parecer aos vossos olhos, farei. E o rei se poz da banda da porta e todo o povo saiu em centenas e em milhares. E o rei deu ordem a , e a , e a , dizendo: Brandamente tratae por amor de mim ao mancebo, a ão. E todo o povo ouviu quando o rei deu ordem a todos os capitães ácerca de ão. Saiu pois o povo ao campo, a encontrar-se com , e deu-se a batalha no bosque d'. E ali foi ferido o povo d', diante dos servos de : e n'aquelle mesmo dia houve ali uma grande derrota de vinte mil. Porque ali se derramou a batalha sobre a face de toda aquella terra; e foram mais os do povo que consumiu o bosque do que os que a espada consumiu n'aquelle dia. E ão se encontrou com os servos de ; e ão ia montado n'um mulo; e, entrando o mulo debaixo da espessura doe ramos d'um grande carvalho, pegou-se-lhe a cabeça no carvalho, e ficou pendurado entre o céu e a terra: e o mulo, que estava debaixo d'elle, passou adiante. O que vendo um homem, o fez saber a , e disse: Eis que vi a ão pendurado d'um carvalho. Então disse ao homem que lh'o fizera saber: Pois que o viste, porque o não feriste logo ali em terra? E forçoso seria o eu dar-te dez moedas de prata e um cinto. Disse porém aquelle homem a : Ainda que eu podesse pesar nas minhas mãos mil moedas de prata, não estenderia a minha mão contra o filho do rei, pois bem ouvimos que o rei te deu ordem a ti, e a , e a , dizendo: Guardae, cada um de vós, de tocar ao mancebo, a ão. Ainda que commettesse mentira a risco da minha vida, nem por isso coisa nenhuma se esconderia ao rei; e tu mesmo te opporias. Então disse : Não me demorarei assim comtigo aqui. E tomou tres dardos, e traspassou com elles o coração de ão, estando elle ainda vivo no meio do carvalho. E o cercaram dez mancebos, que levavam as armas de . E feriram a ão, e o mataram. Então tocou a buzina, e voltou o povo de perseguir a , porque deteve o povo. E tomaram a ão, e o lanç no bosque, n'uma grande cova, e levantaram sobre elle um mui grande montão de pedras: e todo o fugiu, cada um para a sua tenda. Ora ão, quando ainda vivia, tinha tomado e levantado para si uma columna, que está no valle do rei, porque dizia: Filho nenhum tenho para conservar a memoria do meu nome. E chamou aquella columna pelo seu proprio. nome; pelo que até ao dia d'hoje se chama o d'ão. Então disse , filho de : Deixa-me correr, e denunciarei ao rei que já o o vingou da mão de seus inimigos. Mas lhe disse: Tu não serás hoje o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei E disse a : Vae tu, e dize ao rei o que viste. E se inclinou a , e correu. E proseguiu , filho de , e disse a : Seja o que fôr, deixa-me tambem correr após . E disse : Para que agora correrias tu, meu filho, pois não tens mensagem conveniente? Seja o que fôr, disse , correrei. E lhe disse: Corre. E correu pelo caminho da planicie, e passou a . E estava assentado entre as duas portas; e a sentinella subiu ao terraço da porta junto ao muro: e levantou os olhos, e olhou, e eis que um homem corria só. Gritou pois a sentinella, e o disse ao rei: Se vem só, ha novas em sua bocca. E vinha andando e chegando. Então viu a sentinella outro homem que corria, e a sentinella gritou ao porteiro, e disse: Eis que lá vem outro homem correndo só. Então disse o rei: Tambem traz este novas. Disse mais a sentinella: Vejo o correr do primeiro, que parece ser o correr de , filho de . Então disse o rei: Este é homem de bem, e virá com boas novas. Gritou pois , e disse ao rei: Paz. E inclinou-se ao rei com o rosto em terra, e disse: Bemdito seja o , que entregou os homens que levantaram a mão contra o rei meu senhor. Então disse o rei: Vae bem com o mancebo, com ão? E disse : Vi um grande alvoroço, quando mandou o servo do rei, e a mim teu servo; porém não sei o que era. E disse o rei: Vira-te, e põe-te aqui. E virou-se, e parou. E eis que vinha : e disse : Annunciar-se-ha ao rei meu senhor que hoje o te julgou da mão de todos os que se levantaram contra ti. Então disse o rei a : Vae bem com o mancebo, com ão? E disse : Sejam como aquelle mancebo os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para mal. Então o rei se perturbou, e subiu á sala que estava por cima da porta, e chorou: e andando, dizia assim: Meu filho ão, meu filho, meu filho, Absalão! quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!

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