Acts 16:11
“E, navegando de Troas, fomos correndo caminho direito para Samothracia, e no dia seguinte para Napoles;”
Acts 16:11 — João Ferreira de Almeida
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Acts 16 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
E chegou a e . E eis que estava ali um certo discipulo por nome , filho de uma mulher judia fiel, mas de pae grego: Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em e em . Paulo quiz que este fosse com elle: e tomando-o, o circumcidou, por causa dos judeos que estavam n'aquelles logares; porque todos sabiam que seu pae era grego. E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apostolos e anciãos em . De sorte que as egrejas eram confirmadas na fé, e cada dia se augmentavam em numero. E, passando pela e pela provincia da , foram impedidos pelo de annunciar a palavra na . E, quando chegaram a , intentavam ir para , porém o não lh'o permittiu. E, passando por , desceram a . E viu de noite uma visão, em que se apresentou um varão da , e lhe rogou, dizendo: Passa á , e ajuda-nos. E, logo que viu a visão, procurámos partir para a , concluindo que o nos chamava para lhes annunciarmos o evangelho. E, navegando de , fomos correndo caminho direito para , e no dia seguinte para ; E d'ali para , que é a primeira cidade d'esta parte da , e é uma colonia; e estivemos alguns dias n'aquella cidade. E no dia de sabbado saimos fóra da cidade para o rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, fallámos ás mulheres que ali se ajuntaram. E uma certa mulher, chamada , vendedora de purpura, da cidade de , e que servia a , nos ouvia, e o lhe abriu o coração para que estivesse attenta ao que dizia. E, depois que foi baptizada, ella e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao , entrae em minha casa, e ficae ali. E nos constrangeu a isso. E aconteceu que, indo nós á oração, nos saiu ao encontro uma moça que tinha espirito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos annunciam o caminho da salvação, são servos do . E ella fazia isto por muitos dias. Porém, descontentando isto a , voltou-se, e disse ao espirito: Em nome de , te mando que saias d'ella. E na mesma hora saiu. E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, pegaram de e , e os levaram á praça, á presença dos magistrados. E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeos, perturbaram a nossa cidade, E prégam ritos que nos não é licito receber nem praticar, visto que somos romanos. E a multidão se levantou juntamente contra elles, e os magistrados, rasgando-lhes os vestidos, mandaram açoital-os com varas, E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lanç na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no carcere mais interior, e lhes segurou os pés no tronco. E, perto da meia noite, Paulo e oravam e cantavam hymnos a , e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveiu um tão grande terremoto, que os alicerces do carcere se moveram, e logo se abriram todas as portas e se soltaram as prisões de todos. E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirando da espada, quiz matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Porém clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro, e, todo tremendo, se prostrou aos pés de e . E, tirando-os para fóra, disse: Senhores, que me é necessario fazer para me salvar? E elles disseram: Crê no , e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe fallavam a palavra do , e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os elle comsigo n'aquella mesma hora da noite, lavou-lhes os açoites; e logo foi baptizado, elle e todos os seus. E, levando-os a sua casa, lhes poz a mesa; e, crendo em , alegrou-se com toda a sua casa. E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltae aquelles homens. E o carcereiro annunciou a estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora pois sahi, e ide em paz. Porém disse-lhes: Açoitaram-nos publicamente e, sem ser sentenciados, sendo homens romanos, nos lanç na prisão, e agora encobertamente nos lançam fóra? Não será assim; mas venham elles mesmos e tirem-nos para fóra. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e elles temeram, ouvindo que eram romanos. E, vindo, lhes rogaram; e, tirando-os para fóra, lhes pediram que saissem da cidade. E, saindo da prisão, entraram em casa de , e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.