Acts 27:38
“E, refeitos já da comida, alliviaram o navio, lançando o trigo ao mar.”
Acts 27:38 — João Ferreira de Almeida
Verse 38 of 44 in Acts chapter 27 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
Acts 27 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
E, como se determinou que haviamos de navegar para a , entregaram , e alguns outros presos, a um centurião por nome , da cohorte augusta. E, embarcando nós em um navio adramytino, partimos navegando pelos logares da , estando comnosco , macedonio, de . E chegámos no dia seguinte a , e , tratando humanamente, lhe permittiu ir ver os amigos, para que cuidassem d'elle. E, partindo d'ali, fomos navegando abaixo de , porquanto os ventos eram contrarios. E, tendo atravessado o mar, ao longo da e , chegámos a , na . E, achando ali o centurião um navio de , que navegava para a , nos fez embarcar n'elle. E, indo já por muitos dias navegando vagarosamente, e havendo chegado apenas defronte de , não nos permittindo o vento ir mais adiante, navegámos abaixo de , junto de . E, costeando-a difficilmente, chegámos a um certo logar chamado , perto do qual estava a cidade de . E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, porquanto já tambem o jejum tinha passado, Paulo os admoestava, Dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação ha de ser incommoda, e com muito damno, não só para o navio e carga, mas tambem para as nossas vidas. Porém o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia . E, não sendo aquelle porto commodo para invernar, os mais d'elles foram de parecer que se partisse d'ali para ver se podiam chegar a , que é um ponto de que olha para a banda do vento da e do , e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando . Porém não muito depois deu n'ella um pé de vento, chamado euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado por elle, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixámos ir á tôa E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada , apenas podémos ganhar o batel, Levado para cima o qual, usaram de todos os remedios, cingindo o navio; e, temendo darem á costa na , amainadas as vélas, assim foram á tôa. E, andando nós agitados por uma vehemente tempestade, no dia seguinte alliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas proprias mãos, lançámos ao mar a armação do navio E, não apparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrellas, e opprimindo-nos uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, havendo já muito que se não comia, então , pondo-se em pé no meio d'elles, disse: Fôra na verdade razoavel, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de , e evitar assim este incommodo e esta perdição. Porém agora vos admoesto a que tenhaes bom animo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas sómente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de , de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas: importa que sejas apresentado a , e eis que te deu todos quantos navegam comtigo. Portanto, ó varões, tende bom animo; porque creio em , que ha de acontecer assim como a mim me foi dito. Porém é necessario irmos dar n'uma ilha. E, quando chegou a decima quarta noite, sendo impellidos de uma e outra banda no mar , lá pela meia noite suspeitaram os marinheiros de que estavam proximos d'alguma terra. E, lançando o prumo, acharam vinte braças; e, passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze braças. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lanç da pôpa quatro ancoras, desejando que viesse o dia. Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e deitando o batel ao mar, como que querendo lançar as ancoras pela prôa, Disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel, e o deixaram cair. E entretanto que o dia vinha, Paulo exhortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o decimo quarto dia que esperaes, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada. Portanto, exhorto-vos a que comaes alguma coisa, pois importa para a vossa saude; porque nem um cabello da cabeça de qualquer de vós cairá. E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. E, tendo já todos bom animo, pozeram-se tambem a comer. E eramos por todos no navio duzentas e setenta e seis almas. E, refeitos já da comida, alliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. E, sendo já dia, não conheceram a terra; porém enxergaram uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar n'ella o navio. E, levantando as ancoras, deixaram-n'o ir ao mar, largando tambem as amarras do leme; e, alçando a véla maior ao vento, dirigiram-se para a praia. Dando, porém, em logar de dois mares, encalharam ali o navio; e, fixa a prôa, ficou immovel, porém a pôpa abria-se com a força das ondas. Então o conselho dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. Porém o centurião, querendo salvar a , lhes estorvou este intento; e mandou que os que podessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; E os demais, uns em taboas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos se salvaram em terra.