Ezra 9:11

“Os quaes mandaste pelo ministerio de teus servos, os prophetas, dizendo: A terra em que entraes para a possuir, terra immunda é pelas immundicias dos povos das terras, pelas suas abominações com que a encheram, d'uma extremidade á outra, com a sua immundicia.”

Ezra 9:11 — João Ferreira de Almeida

Verse 11 of 15 in Ezra chapter 9 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Ezra 9 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Acabadas pois estas coisas, chegaram-se a mim os principes, dizendo: O povo de , e os sacerdotes, e os levitas, se não teem separado dos povos d'estas terras; segundo as suas abominações, a saber: dos cananeos, dos hetheos, dos pherezeos, dos jebuseos, dos amonitas, dos moabitas, dos egypcios, e dos amorrheos. Porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente sancta com os povos d'estas terras: e até a mão dos principes e magistrados foi a primeira n'esta transgressão. E, ouvindo eu tal coisa, rasguei o meu vestido e o meu manto, e arranquei os cabellos da minha cabeça e da minha barba, e me assentei attonito. Então se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do d' por causa da transgressão dos do captiveiro: porém eu me fiquei assentado attonito até ao sacrificio da tarde. E perto do sacrificio da tarde me levantei da minha afflicção, havendo já rasgado o meu vestido e o meu manto, e me puz de joelhos, e estendi as minhas mãos para o meu ; E disse: Meu ! Estou confuso e envergonhado, de levantar a ti a minha face, meu : porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos paes até ao dia de hoje estamos em grande culpa, e por causa das nossas iniquidades somos entregues, nós, os nossos reis, e os nossos sacerdotes, na mão dos reis das terras, á espada, ao captiveiro, e ao roubo, e á confusão do rosto, como hoje se vê E agora, como por um pequeno momento, se nos fez graça da parte do , nosso , para nos deixar aquelles que escapem, e para dar-nos uma estaca no seu sancto logar: para nos alumiar os olhos, ó nosso, e para nos dar uma pouca de vida na nossa servidão; Porque servos somos; porém na nossa servidão não nos desamparou o nosso ; antes estendeu sobre nós beneficencia perante os reis da , para que nos desse vida, para levantarmos a casa do nosso , e para restaurarmos as suas assolações; e para que nos desse uma parede em e em . Agora pois, ó nosso , que diremos depois d'isto? pois deixámos os teus mandamentos, Os quaes mandaste pelo ministerio de teus servos, os prophetas, dizendo: A terra em que entraes para a possuir, terra immunda é pelas immundicias dos povos das terras, pelas suas abominações com que a encheram, d'uma extremidade á outra, com a sua immundicia. Agora pois vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos, e nunca procurareis a sua paz e o seu bem; para que vos esforceis, e comaes o bem da terra, e a façaes possuir a vossos filhos para sempre. E depois de tudo o que nos tem succedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa: porquanto tu, ó nosso , estorvaste que fossemos destruidos, por causa da nossa iniquidade, e ainda nos deste livramento como este; Tornaremos pois agora a violar os teus mandamentos, e a aparentar-nos com os povos d'estas abominações? não te indignarias tu assim contra nós até de todo nos consumir, até que não ficasse resto nem quem escapasse? Ah! Senhor d', justo és: pois ficamos escapos, como hoje se vê: eis que estamos diante de ti no nosso delicto; porque depois d'isto ninguem ha que possa estar na tua presença.

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