Job 13:7
“Porventura por Deus fallareis perversidade? e por elle fallareis engano?”
Job 13:7 — João Ferreira de Almeida
Verse 7 of 28 in Job chapter 13 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
Job 13 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. Como vós o sabeis, o sei eu tambem; não vos sou inferior. Mas eu fallarei ao -poderoso, e quero defender-me para com . Vós porém sois inventores de mentiras, e vós todos medicos que não valem nada. Oxalá vos calasseis de todo! que isso seria a vossa sabedoria. Ouvi agora a minha defeza, e escutae os argumentos dos meus labios. Porventura por fallareis perversidade? e por elle fallareis engano? Ou fareis acceitação da sua pessoa? ou contendereis por ? Ser-vos-hia bom, se elle vos esquadrinhasse? ou zombareis d'elle, como se zomba d'algum homem? Certamente vos reprehenderá, se em occulto fizerdes acceitação de pessoas. Porventura não vos espantará a sua alteza? e não cairá sobre vós o seu temor? As vossas memorias são como a cinza: as vossas alturas como alturas de lodo. Calae-vos perante mim, e fallarei eu, e que fique alliviado algum tanto. Por que razão tomo eu a minha carne com os meus dentes, e ponho a minha vida na minha mão? Ainda que me matasse, n'elle esperarei; comtudo os meus caminhos defenderei diante d'elle. Tambem elle será a salvação minha: porém o hypocrita não virá perante o seu rosto Ouvi com attenção as minhas razões, e com os vossos ouvidos a minha declaração. Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo. Quem é o que contenderá comigo? se eu agora me calasse, daria o espirito. Duas coisas sómente não faças para comigo; então me não esconderei do teu rosto: Desvia a tua mão para longe, de sobre mim, e não me espante o teu terror. Chama, pois, e eu responderei; ou eu fallarei, e tu responde-me. Quantas culpas e peccados tenho eu? notifica-me a minha transgressão e o meu peccado. Porque escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? Porventura quebrantarás a folha arrebatada do vento? e perseguirás o restolho secco? Porque escreves contra mim amarguras e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? Tambem pões no tronco os meus pés, e observas todos os meus caminhos, e marcas as solas dos meus pés. Envelhecendo-se entretanto elle com a podridão, e como o vestido, ao qual roe a traça.