Job 19:18
“Até os rapazes me desprezam, e, levantando-me eu, fallam contra mim.”
Job 19:18 — João Ferreira de Almeida
Verse 18 of 29 in Job chapter 19 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
Job 19 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
Respondeu porém , e disse: Até quando entristecereis a minha alma, e me quebrantareis com palavras? Já dez vezes me envergonhastes; vergonha não tendes: contra mim vos endureceis. Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro. Se devéras vos levantaes contra mim, e me arguis com o meu opprobrio, Sabei agora que é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou. Eis que clamo: Violencia; porém não sou ouvido; grito: Soccorro; porém não ha justiça. O meu caminho entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas poz trevas. Da minha honra me despojou; e tirou-me a corôa da minha cabeça. Derribou-me elle em roda, e eu me vou, e arrancou a minha esperança, como a uma arvore. E fez inflammar contrar mim a sua ira, e me reputou para comsigo, como a seus inimigos. Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda. Poz longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem devéras me estranharam. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. Os meus domesticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. Chamei a meu creado, e elle me não respondeu, supplicando-lhe eu por minha propria bocca. O meu bafo se fez estranho a minha mulher, e eu a supplico pelos filhos do meu corpo. Até os rapazes me desprezam, e, levantando-me eu, fallam contra mim. Todos os homens do meu secreto conselho me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. Os meus ossos se apegaram á minha pelle e á minha carne, e escapei só com a pelle dos meus dentes. Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de me tocou. Porque me perseguis assim como , e da minha carne vos não fartaes? Quem me déra agora, que as minhas palavras se escrevessem! quem me dera, que se gravassem n'um livro! E que, com penna de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! Porque eu sei que o meu vive, e que estará em pé no derradeiro dia sobre o pó. E depois de roida a minha pelle, comtudo desde a minha carne verei a , A quem eu verei por mim mesmo, e os meus olhos o verão, e não outro: e por isso os meus rins se consomem no meu seio. Na verdade, que devieis dizer: Porque o perseguimos? Pois a raiz da accusação se acha em mim. Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que haverá um juizo.