Lamentations 3:19

“Lembra-te da minha afflicção e do meu pranto, do absintho e do fel.”

Lamentations 3:19 — João Ferreira de Almeida

Verse 19 of 66 in Lamentations chapter 3 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Lamentations 3 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Eu sou aquelle homem que viu a afflicção pela vara do seu furor. A mim me guiou e levou ás trevas e não á luz. Devéras se tornou contra mim e virou a sua mão todo o dia. Fez envelhecer a minha carne e a minha pelle, quebrantou os meus ossos. Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho. Assentou-me em logares tenebrosos, como os que estavam mortos ha muito. Cercou-me de sebe, e não posso sair: aggravou os meus grilhões. Ainda quando clamo e grito, elle exclue a minha oração. Cercou de sebe os meus caminhos com pedras lavradas, divertiu as minhas veredas. Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos. Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado. Armou o seu arco, e me poz como alvo á frecha. Faz entrar nos meus rins as frechas da sua aljava. Fui feito um objecto de escarneo a todo o meu povo, de canção sua todo o dia. Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absintho. Quebrou com pedrinhas de areia os meus dentes; abaixou-me na cinza. E affastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem. Então disse eu: Já pereceu a minha força, como tambem a minha esperança no . Lembra-te da minha afflicção e do meu pranto, do absintho e do fel. Minha alma certamente d'isto se lembra, e se abate em mim. D'isto me recordarei no meu coração; por isso esperarei. As misericordias do são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericordias não teem fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o , diz a minha alma; portanto esperarei n'elle. Bom é o para os que se ateem a elle, para a alma que o busca. Bom é esperar, e aguardar em silencio a salvação do . Bom é para o homem levar o jugo na sua mocidade. Assentar-se-ha solitario, e ficará em silencio; porquanto o poz sobre elle. Ponha a sua bocca no pó, dizendo: Porventura haverá esperança. Dê a sua face ao que o fere; farte-se de affronta. Porque o não rejeitará para sempre. Antes, se entristeceu a alguem, compadecer-se-ha d'elle, segundo a grandeza das suas misericordias. Porque não afflige nem entristece aos filhos dos homens do seu coração. Para atropellar debaixo dos seus pés a todos os presos da terra. Para perverter o direito do homem perante a face do . Para subverter ao homem no seu pleito; porventura não o veria o ? Quem é aquelle que diz, e assim acontece, quando o o não mande? Porventura da bocca do não sae o mal e o bem? De que se queixa logo o homem vivente? queixe-se cada um dos seus peccados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, e investiguemol-os, e voltemos para o . Levantemos os nossos corações com as mãos a nos céus, dizendo: Nós prevaricámos, e fomos rebeldes; por isso tu não perdoaste. Cobriste-nos da tua ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste. Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração. Por cisco e rejeitamento nos pozeste no meio dos povos. Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua bocca. Temor e cova vieram sobre nós, assolação e quebrantamento. Correntes de aguas derramou o meu olho pelo quebrantamento da filha do meu povo. O meu olho manou, e não cessa, porquanto não ha descanço, Até que attente e veja o desde os céus. O meu olho move a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade. Como ave me caç os que são meus inimigos sem causa. Arrancaram a minha vida na masmorra, e lanç pedras sobre mim. Derramaram-se as aguas sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado. Invoquei o teu nome, Senhor, desde a mais profunda cova. Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. Tu te chegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. Pleiteaste, Senhor, os pleitos da minha alma, remiste a minha vida. Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa. Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim. Ouviste o seu opprobrio, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim, Os ditos dos que se levantam contra mim e as suas imaginações contra mim todo o dia. Observa-os a elles ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua canção. Rende-lhes recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos. Dá-lhes ancia de coração, maldição tua sobre elles. Na tua ira persegue-os, e desfal-os de debaixo dos céus do .

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