Mark 15:25
“E era a hora terceira, e o crucificaram.”
Mark 15:25 — João Ferreira de Almeida
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Mark 15 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
E logo ao amanhecer os principaes dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o concilio, tiveram conselho; e, amarrando a , o levaram e entregaram a . E lhe perguntou: Tu és o dos ? E elle, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E os principaes dos sacerdotes o accusavam de muitas coisas; porém elle nada respondia. E o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. Mas nada mais respondeu, de maneira que se maravilhava. Ora no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que elles pedissem. E havia um chamado ás, que, preso com outros amotinadores, tinha n'um motim commettido uma morte. E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. E lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o dos ? Porque elle bem sabia que por inveja os principaes dos sacerdotes o tinham entregado. Mas os principaes dos sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes ás. E , respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis pois que faça d'aquelle a quem chamaes dos ? E elles tornaram a clamar: Crucifica-o. Mas lhes disse: Pois que mal fez? E elles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. Porém , querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes ás, e, açoitado , o entregou para que fosse crucificado. E os soldados o levaram dentro á sala, que é a da audiência, e convocaram toda a cohorte; E vestiram-n'o de purpura, e, tecendo uma corôa de espinhos, lh'a pozeram na cabeça. E começ a saudal-o, dizendo: Salve, Rei dos ! E feriram-n'o na cabeça com uma canna, e cuspiram n'elle, e, postos de joelhos, o adoraram. E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a purpura, e o vestiram com os seus proprios vestidos, e o levaram fóra para o crucificar. E constrangeram um certo ão , pae de e de , que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. E levaram-n'o ao logar do , que é, traduzido, logar da . E deram-lhe a beber vinho com myrrha, mas elle não o tomou. E, havendo-o crucificado, repartiram os seus vestidos, lançando sobre elles sortes, para saber o que cada um levaria. E era a hora terceira, e o crucificaram. E por cima d'elle estava escripta a sua accusação: O REI DOS JUDEOS. E crucificaram com elle dois salteadores, um á sua direita, e outro á esquerda. E cumpriu-se a escriptura que diz: E com os malfeitores foi contado. E os que passavam blasphemavam d'elle, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derribas o templo, e em tres dias o edificas, Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz. E da mesma maneira tambem os principaes dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo; O , o d', desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Tambem os que com elle estavam crucificados o injuriavam. E, chegada a hora sexta, foram feitas trevas sobre toda a terra até á hora nona. E, á hora nona, exclamou com grande voz, dizendo: Eloi, Eloi, lama sabachthani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por . E um d'elles correu a encher uma esponja de vinagre, e, pondo-a n'uma canna, deu-lh'o a beber, dizendo: Deixae, vejamos se virá tiral-o. E , dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, d'alto a baixo. E o centurião, que estava defronte d'elle, vendo que assim clamando expirára, disse: Verdadeiramente este homem era o de . E tambem ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quaes estavam tambem , e , mãe de , o menor, e de é, e é; As quaes tambem o seguiam, e o serviam, quando estava na ; e muitas outras, que tinham subido com elle a . E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a vespera do sabbado, Chegou é d', senador honrado, que tambem esperava o reino de , e ousadamente foi a , e pediu o corpo de . E se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a é, O qual comprou um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu no lençol, e o depositou n'um sepulchro lavrado n'uma rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulchro. E e mãe de é olhavam onde o punham.