Numbers 22:6

“Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura o poderei ferir, e o lançarei fóra da terra: porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.”

Numbers 22:6 — João Ferreira de Almeida

Verse 6 of 41 in Numbers chapter 22 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Numbers 22 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Depois partiram os filhos de , e acamparam-se nas campinas de , d'esta banda do ão de ó. Vendo pois , filho de , tudo o que fizera aos amorrheos, temeu muito diante d'este povo, porque era muito: e andava angustiado por causa dos filhos de . Pelo que disse aos anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta congregação tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a herva do campo. N'aquelle tempo , filho de , era rei dos moabitas. Este enviou mensageiros a ão, filho de , a , que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamal-o, dizendo: Eis que um povo saiu do ; eis que cobre a face da terra, e parado está defronte de mim. Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura o poderei ferir, e o lançarei fóra da terra: porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos: e chegaram a ão, e lhe fallaram as palavras de E elle lhes disse: Passae aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o me fallar: então os principes dos moabitas ficaram com ão. E veiu a ão, e disse: Quem são estes homens que estão comtigo? E ão disse a : Balac, filho de , rei dos moabitas, m'os enviou, dizendo: Eis que o povo que saiu do cobriu a face da terra: vem agora, amaldiçoa-m'o; porventura poderei pelejar contra elle, e o lançarei fóra. Então disse a ão: Não irás com elles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bemdito é. Então ão levantou-se pela manhã, e disse aos principes de : Ide á vossa terra, porque o recusa deixar-me ir comvosco. E levantaram-se os principes dos moabitas, e vieram a , e disseram: Balaão recusou vir comnosco. Porém proseguiu ainda em enviar mais principes, e mais honrados do que aquelles, Os quaes vieram a ão, e lhe disseram: Assim diz , filho de : Rogo-te que não te demores em vir a mim, Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres: vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo. Então ão respondeu, e disse aos servos de : Ainda que me désse a sua casa cheia de prata e de oiro, eu não poderia traspassar o mandado do meu , para fazer coisa pequena ou grande; Agora, pois, rogo-vos que tambem aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que o me fallar mais. Veiu pois o a ão, de noite, e disse-lhe: Se aquelles homens te vieram chamar, levanta-te, vae com elles; todavia, farás o que eu te disser. Então ão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os principes de . E a ira de accendeu-se, porque elle se ia: e o anjo do poz-se-lhe no caminho por adversario: e elle ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com elle. Viu pois a jumenta o anjo do , que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho, e foi-se pelo campo: então ão espancou a jumenta para fazel-a tornar ao caminho. Mas o anjo do poz-se n'uma vereda de vinhas, havendo uma parede d'esta banda e uma parede da outra. Vendo pois a jumenta o anjo do , apertou-se contra a parede, e apertou contra a parede o pé de ão; pelo que tornou a espancal-a. Então o anjo do passou mais adiante, e poz-se n'um logar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. E, vendo a jumenta o anjo do , deitou-se debaixo de ão: e a ira de ão accendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. Então o abriu a bocca da jumenta, a qual disse a ão: Que te fiz eu, que me espancaste estas tres vezes? E ão disse á jumenta: Porque zombaste de mim: oxalá tivesse eu uma espada na mão, porque agora te matara. E a jumenta disse a ão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? costumei eu alguma vez de fazer assim comtigo? E elle respondeu: Não. Então o abriu os olhos a ão, e elle viu o anjo do , que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão: pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face. Então o anjo do lhe disse: Porque já tres vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu sahi para ser teu adversario, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim: Porém a jumenta me viu, e já tres vezes se desviou de diante de mim: se ella se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te tivera matado, e a ella deixara com vida. Então ão disse ao anjo do : Pequei, que não soube que estava n'este caminho para me oppôr: e agora, se parece mal aos teus olhos, tornar-me-hei. E disse o anjo do a ão: Vae-te com estes homens; mas sómente a palavra que eu fallar a ti esta fallarás. Assim ão foi-se com os principes de . Ouvindo pois que ão vinha, saiu-lhe ao encontro até á cidade de , que está no termo de , na extremidade do termo d'elle. E disse a ão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? porque não vieste a mim? não posso eu na verdade honrar-te? Então ão disse a : Eis que eu tenho vindo a ti: porventura poderei eu agora de alguma fórma fallar alguma coisa? a palavra que pozer na minha bocca esta fallarei. E ão foi com , e vieram a -huzoth. Então matou bois e ovelhas; e d'elles enviou a ão e aos principes que estavam com elle. E succedeu que, pela manhã, Balac tomou a ão, e o fez subir aos altos de , e viu elle d'ali a ultima parte do povo.

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