Proverbs 27:7

“A alma farta piza o favo de mel, mas á alma faminta todo o amargo é doce.”

Proverbs 27:7 — João Ferreira de Almeida

Verse 7 of 27 in Proverbs chapter 27 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Proverbs 27 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Não presumas do dia d'ámanhã, porque não sabes o que parirá o dia. Louve-te o estranho, e não a tua bocca, o estrangeiro e não os teus labios. Pesada é a pedra, e a areia é carregada; porém a ira do insensato é mais pesada do que ellas ambas. Cruel é o furor e a impetuosa ira, mas quem parará perante a inveja? Melhor é a reprehensão aberta do que o amor encoberto. Fieis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos. A alma farta piza o favo de mel, mas á alma faminta todo o amargo é doce. Qual é a ave que vagueia do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando do seu logar. O oleo e o perfume alegram o coração: assim a doença do amigo d'alguem com o conselho cordial. Não deixes a teu amigo, nem ao amigo de teu pae, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade: melhor é o visinho de perto do que o irmão ao longe. Sê sabio, filho meu, e alegra o meu coração; para que tenha alguma coisa que responder áquelle que me desprezar. O avisado vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e pagam a pena. Quando alguem fica por fiador do estranho, toma-lhe tu a sua roupa; e o penhora pela estranha. O que bemdiz ao seu amigo em alta voz, madrugando pela manhã, por maldição se lhe contará. O gotejar continuo no dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são similhantes. Todos os que a esconderem esconderão o vento: e o oleo da sua dextra clama. Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem aguça o rosto do seu amigo. O que guarda a figueira comerá do seu fructo; e o que attenta para seu senhor, será honrado. Como na agua o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se fartam. Como o crisol é para a prata, e o forno para o oiro, assim se prova o homem pelos louvores. Ainda quando pizares o tolo com uma mão de gral entre grãos de cevada pilada, não se irá d'elle a sua estulticia. Procura conhecer o estado das tuas ovelhas: põe o teu coração sobre o gado. Porque o thesouro não dura para sempre: ou durará a corôa de geração em geração? Quando se mostrar a herva, e apparecerem os renovos, então ajunta as hervas dos montes. Os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo. E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa, e para sustento das tuas creadas.

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