Psalms 104:26

“Ali andam os navios; e o leviathan que formaste para n'elle folgar.”

Psalms 104:26 — João Ferreira de Almeida

Verse 26 of 35 in Psalms chapter 104 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Psalms 104 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Bemdize, ó alma minha, ao : Senhor meu, tu és magnificentissimo, estás vestido de gloria e de magestade. Elle se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina. Põe nas aguas as vigas das suas camaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as azas do vento. Faz dos seus anjos espiritos, dos seus ministros um fogo abrazador. Lançou os fundamentos da terra, para que não vacille em tempo algum. Tu a cobres com o abysmo, como com um vestido: as aguas estavam sobre os montes. Á tua reprehensão fugiram: á voz do teu trovão se apressaram. Sobem aos montes, descem aos valles, até ao logar que para ellas fundaste. Termo lhes pozeste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra. Tu, que fazes sair as fontes nos valles, as quaes correm entre os montes. Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos montezes matam a sua sêde. Junto d'ellas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos. Elle rega os montes desde as suas camaras: a terra se farta do fructo das suas obras. Faz crescer a herva para as bestas, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem. As arvores do fartam-se de seiva, os cedros do que elle plantou, Onde as aves se aninham: emquanto á cegonha, a sua casa é nas faias. Os altos montes são um refugio para as cabras montezes, e as rochas para os coelhos. Designou a lua para as estações: o sol conhece o seu occaso. Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animaes da selva. Os leõesinhos bramam pela preza, e de buscam o seu sustento. Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis. Então sae o homem á sua obra e ao seu trabalho, até á tarde. Ó , quão variadas são as tuas obras! todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas. Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde ha reptis sem numero, animaes pequenos e grandes. Ali andam os navios; e o que formaste para n'elle folgar. Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo opportuno. Dando-lh'o tu, elles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens. Escondes o teu rosto, e ficam perturbados: se lhes tiras o folego, morrem, e voltam para o seu pó. Envias o teu , e são creados, e assim renovas a face da terra. A gloria do durará para sempre: o se alegrará nas suas obras. Olhando elle para a terra, ella treme; tocando nos montes, logo fumegam. Cantarei ao emquanto eu viver; cantarei louvores ao meu , emquanto eu tiver existencia. A minha meditação ácerca d'elle será suave: eu me alegrarei no . Desçam da terra os peccadores, e os impios não sejam mais. Bemdize, ó alma minha, ao . Louvae ao .

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