Psalms 44:16
“Á voz d'aquelle que affronta e blasphema, por causa do inimigo e do vingador.”
Psalms 44:16 — João Ferreira de Almeida
Verse 16 of 26 in Psalms chapter 44 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.
Psalms 44 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
Ó , nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos paes nos teem contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade. Como expelliste as nações com a tua mão e os plantaste a elles: como affligiste os povos e os derribaste. Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua dextra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste d'elles. Tu és o meu , ó : ordena salvações para . Por ti escornearemos os nossos inimigos: pelo teu nome pizaremos os que se levantam contra nós: Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará. Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos, e confundiste os que nos aborreciam. Em nos gloriamos todo o dia, e louvamos o teu nome eternamente (). Mas agora tu nos rejeitaste e nos confundiste, e não saes com os nossos exercitos. Faze-nos retirar do inimigo, e aquelles que nos odeiam nos saqueiam para si. Tu nos entregaste como ovelhas para comer, e nos espalhaste entre as nações. Tu vendes por nada o teu povo, e não augmentas a tua riqueza com o seu preço. Tu nos pões por opprobrio aos nossos visinhos, por escarneo e zombaria de aquelles que estão á roda de nós. Tu nos pões por proverbio entre as nações, por movimento de cabeça entre os povos. A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre: Á voz d'aquelle que affronta e blasphema, por causa do inimigo e do vingador. Tudo isto nos sobreveiu: comtudo não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra o teu concerto. O nosso coração não voltou atraz, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas; Ainda que nos quebrantaste n'um logar de dragões, e nos cobriste com a sombra da morte. Se nós esquecemos o nome do nosso , e estendemos as nossas mãos para um deus estranho, Porventura não esquadrinhará isso? pois elle sabe os segredos do coração. Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia: somos tidos na conta de ovelhas para o matadouro. Desperta, porque dormes, Senhor? acorda, não nos rejeites para sempre. Porque escondes a tua face, e te esqueces da nossa miseria e da nossa oppressão? Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega á terra. Levanta-te em nosso auxilio, e resgata-nos por amor das tuas misericordias.