Psalms 74:23

“Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos: o tumulto d'aquelles que se levantam contra ti augmenta continuamente.”

Psalms 74:23 — João Ferreira de Almeida

Verse 23 of 23 in Psalms chapter 74 — João Ferreira de Almeida. Read it in context below, with maps, timelines and thematic connections beside the text.

Psalms 74 — full chapter (João Ferreira de Almeida)

Ó , porque nos rejeitaste para sempre? Porque se accende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? Lembra-te da tua congregação que compraste desde a antiguidade, da vara da tua herança que remiste, este monte de Sião, em que habitaste. Levanta os teus pés para as perpetuas assolações, para tudo o que o inimigo tem feito de mal no sanctuario. Os teus inimigos bramam no meio das tuas synagogas; põem n'ellas as suas insignias por signaes. Cada qual se fez afamado, conforme levantara o machado contra a espessura do arvoredo. Mas agora toda a obra entalhada por uma vez quebram com machados e martellos. Lanç fogo no teu sanctuario; profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome. Disseram nos seus corações: Despojemol-os d'uma vez. Queimaram todas as synagogas de na terra. Já não vemos os nossos signaes, já não ha propheta: nem ha entre nós alguem que saiba até quando isto durara. Até quando, ó , nos affrontará o adversario? Blasphemará o inimigo o teu nome para sempre? Porque retiras a tua mão, a saber, a tua dextra? tira-a de dentro do teu seio, e consome-os. Todavia é o meu desde a antiguidade, obrando a salvação no meio da terra. Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças dos dragões nas aguas. Fizeste em pedaços as cabeças do , e o déste por mantimento aos habitantes do deserto. Fendeste a fonte e o ribeiro: seccaste os rios impetuosos. Teu é o dia e tua é a noite: preparaste a luz e o sol. Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste. Lembra-te d'isto: que o inimigo affrontou ao , e que um povo louco blasphemou o teu nome. Não entregues ás feras a alma da tua rola: não te esqueças para sempre da vida dos teus afflictos. Attende ao teu concerto; pois os logares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade. Oh, não volte envergonhado o opprimido: louvem o teu nome o afflicto e o necessitado. Levanta-te, ó , pleiteia a sua propria causa; lembra-te da affronta que o louco te faz cada dia. Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos: o tumulto d'aquelles que se levantam contra ti augmenta continuamente.

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