Jeremiah 8:12
“Porventura envergonham-se de fazerem abominação? antes de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo da sua visitação, diz o Senhor.”
Jeremiah 8:12 — João Ferreira de Almeida
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Jeremiah 8 — full chapter (João Ferreira de Almeida)
N'aquelle tempo, diz o , tirarão os ossos dos reis de , e os ossos dos seus principes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos prophetas, e os ossos dos habitantes de para fóra das suas sepulturas; E expôl-os-hão ao sol, e á lua, e a todo o exercito do céu, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado: não serão recolhidos nem sepultados; serão por esterco sobre a face da terra. E escolher-se-ha antes a morte do que a vida de todo o resto dos que restarem d'esta raça maligna, em todos os logares dos que restam, onde os lancei, diz o dos . Dize-lhes mais: Assim diz o : Porventura cairão e não se tornarão a levantar? desviar-se-hão, e não voltarão? Porque pois se desvia este povo de com uma apostasia tão continua? retem o engano, não quer voltar. Bem escutei e ouvi; não fallam o que é recto, ninguem ha que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um se volta para a sua carreira, como um cavallo que arremette com impeto na batalha. Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha attentam para o tempo da sua vida; mas o meu povo não conhece o juizo do . Como pois dizeis: Nós somos sabios, e a lei do está comnosco? eis que devéras em vão trabalha a falsa penna dos escribas. Os sabios foram envergonhados, foram espantados e presos: eis que rejeitaram a palavra do ; que sabedoria pois teriam? Portanto darei suas mulheres a outros, e as suas herdades a quem as possua; porque desde o menor até ao maior cada um d'elles se dá á avareza: desde o propheta até ao sacerdote, cada um d'elles usa de falsidade. E curam a quebradura da filha de meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz; e não ha paz. Porventura envergonham-se de fazerem abominação? antes de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo da sua visitação, diz o . Certamente os apanharei, diz o : já não ha uvas na vide, nem figos na figueira, e até a folha caiu; e o que lhes dei passará d'elles. Porque nos assentamos aqui? juntae-vos e entremos nas cidades fortes, e ali nos calemos; pois já o nosso nos fez calar e nos deu a beber agua de fel; porquanto peccámos contra o . Espera-se a paz, mas não ha bem: o tempo da cura, e eis o terror. Já desde se ouve o ronco dos seus cavallos: toda a terra está tremendo á voz dos rinchos dos seus fortes; e veem, e devoram a terra, e a abundancia n'ella, a cidade e os que habitam n'ella. Porque eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra os quaes não ha encantamento, e vos morderão, diz o . O meu refrigerio está em tristeza: o meu coração desfallece em mim. Eis que a voz do clamor da filha do meu povo já se ouve da terra mui remota; porventura não está o em Sião? ou não está o seu rei n'ella? porque me provocaram á ira com as suas imagens de esculptura, com as vaidades dos alheios. Já se passou a sega, já se acabou o verão, e nós não estamos salvos. Já estou quebrantado pela quebradura da filha do meu povo: já ando de preto: o espanto se apoderou de mim. Porventura não ha unguento em ? ou não ha lá medico? porque pois não teve logar a cura da filha do meu povo?